Porque eu adoro a primavera e porque setembro é o meu mês preferido... Amanhã é primeiro de setembro e eu não poderia deixar de vir até aqui pra registrar. Um mês pra ser feliz. Um mês pra celebrar a vida. Um mês pra comemorar o fim do inverno. Um mês meu como nenhum outro é. Setembro é o mês da minha vida... - Postado por: Menina Lua às 21h10 [ ] [ envie esta mensagem ]
Pedi a Deus uma mensagem. E entrei numa comunidade que gosto muito, chamada Belas Mensagens. Veio o que está escrito abaixo: "JOSUÉ.1:9 ESFORÇA TE E TENDE BOM ANIMO,PORQUE EU O SENHOR SOU CONTIGO Quando eu digo que Deus fala comigo, não é figura de linguagem...ele fala mesmo! E eu escuto. - Postado por: Menina Lua às 13h12 [ ] [ envie esta mensagem ]
Tinha os olhos muito vivos. Doces. Inquietos. Não me lembro bem de sua voz. Pena. Falava baixo. Devagar. Falava com a alma. Contava-me histórias de todos os tempos. E me dizia que eram histórias do seu tempo. Um tempo muito antigo, hoje eu sei. Minha avó nasceu no fim do século XIX, no ano de 1897. Ela me contava de viagens que duravam dias e eram feitas a cavalo, contando-se as distâncias em léguas. Descrevia fazendas onde as cozinhas eram grandes e os fogões a lenha. Um tempo em que as mulheres se encarregavam da casa e das crianças, enquanto os homens saiam para a luta diária pela sobrevivência. Apresentou-me cenários inesquecíveis. Como o córrego no qual ia pescar, armada uma peneira grande e da panela em que tinha sido preparado o angu. Eu ficava imaginando a minha avó na beira do riacho... Ela dizia que era preciso ficar muito quieto enquanto os peixes entravam na panela para comer o angu. Quando havia muitos lá dentro, vovó tapava a panela com a peneira, jogava fora a água e ia embora com os peixes do almoço. Tilápias, que eram limpas e fritas, segundo ela, porque tinham muitos espinhos e só podiam ser comidas assim. Contava de como era sua cozinha, com um chão vermelho, onde diariamente se passava uma cera para que ficasse brilhando. Ela me explicava como se acendia o fogão, numa época em que não havia fósforo e dona de casa que se presasse mantinha sempre uma brasa acesa, para o caso de uma emergência. Não era tarefa das mais fáceis acender o fogo. Então, como num passe de mágica, vovó me contava o que fazia em sua cozinha, que também parecia encantada. Ela fazia o que chamava de "quitanda", eram biscoitos, bolos, roscas, doces, delícias sem fim com nomes sugestivos como : Fatia do Céu. Muitas destas guloseimas, ela me ensinou a fazer. Algumas das histórias ela também me ensinou a contar. Sim, porque ela tinha um jeito especial de dizer qualquer coisa. Os olhos muito espertos transmitiam energia aos acontecimentos, como se eles ganhasse vida e nós estivéssemos lá, vivendo naquele outro tempo. Quando eu era pequena, achava que ela poderia fazer qualquer coisa, na verdade, ainda acho. Vovó fazia bonecas de pano. Fazia roupas para qualquer boneca. Sopmente com uma tesoura, agulha e linhas. Tudo guradado num vauzinho de vime, que ela chamava, carinhosamente, de balainho. No balainho moravam sonhos. Ela tinha um armário em seu quarto. Lá em cima, guardava lãs e linhas de todas as cores. Ela era capaz de fazer maravilhas com elas: luvas, toucas, casacos, xales, colchas, sapatinhos, meias, tinha sempre "encomendas" de gente que queria alguma coisa bonita. Enquanto me contava histórias de príncipes, dragões, sacis, bruxas e outras tantas personagens, vovó me dava agulhas e linhas coloridas. Enquanto eu ouvia, ela me ensinava como mexer os dedinhos e fazer correntinhas. Aprendi com ela a fazer crochê e tricô. Conforme eu cresci, descobri que vovó era muito, muito velha e que o tempo dela era diferente do meu. Quando terminei a faculdade, me especializei em gerontologia e trabalhei com idosos por um tempo. Naquela época, eu tinha 22 anos, ela tinha 93 e entendemos que precisávamos nos despedir. Passamos dois anos nos despedindo por meio de sonhos. Por várias vezes sonhamos o mesmo sonho. Eu chegava de manhã na casa dela e ela me contava o que tinha sonhado, igual a mim, era sempre uma despedida, a nossa despedida. Até o último sonho. Naquela noite vovó apareceu mais linda do que nunca. Estava muito feliz. Disse-me que estava partindo. Veio dar adeus. Disse que estava bem. Queria que eu desse um recado a minha mãe. então, ela me narrou todos os acontecimentos da manhã seguinte, com riqueza de detalhes. E foi embora com um sorriso... No dia seguinte tudo acoteceu como ela disse. E o seu recado acalmou o coração da minha mãe. A última coisa que vovó fez por mim foi provar que a morte não existe, que a vida continua e que ela estará esperando por mim! - Postado por: Menina Lua às 12h17 [ ] [ envie esta mensagem ] Esse lugar é meu. É publico, tem um endereço eletrônico e não tem senha, poderia ter, mas não tem. Mas, esse lugar é meu. Talvez algum dia eu escreva algo sobre como ser você mesma sendo um nick que escreve num blog público, mas que é secreto. A Menina Lua nasceu de um parto doloroso. Nasceu embrulhada em magia. A Menina Lua é a mulher lésbica que existiu dentro de mim quando eu ainda era casada e não via como ter uma vida diferente da que eu tinha. Ela quebrou paradigmas. Ela venceu o mundo. E por ter vencido o mundo, hoje ela pode escolher quem ela quer ter perto dela... E é ela que hoje incomoda. Porque ela continua querendo o mundo. Mas sem ela nada do que eu tenho hoje seria possível. Esse lugar é meu. Meu santuário. Meu começo. Meu refúgio. Meu abrigo de mim mesma. A terra de meus desabafos. Anos de história. Talvez eu devesse ler mais isso daqui. Talvez eu devesse escrever mais fundo. Talvez eu devesse ser tudo aquilo que me dizem que sou. Talvez eu devesse simplesmente fazer valer a minha vontade. O que quero? Quero paz. Quero além. Quero mais. Quero tanto. E meu querer é minha vida. A vida cheia de paixão que eu vivo. Só isso e nada mais. Nada além. Nada de monstros depois da curva. Nada de armadilhas prontas pra enganar o outro. Não. Não engano ninguém. E nem quero. É só isso mesmo. Eu, na minha mais pura essência. Eu que respiro, que canto, que canso. Eu que corro atrás do que quero com a força de uma multidão de mulheres que habitam em mim. Já disse outras vezes, sou todas elas. Mas agora, estou cansada. O dia em que eu puser um arreio no meu querer vou deixar de ser um furacão e vou passar a ser um burro. Uma besta arriada, a serviço de quem me cavalga. Meu pai não me arriou. Minha mãe não me arriou. Meu marido não me arriou. Meus filhos não me arreiam. E eu derrubei das minhas costas todas as pessoas que eu levei pra dar um passeio e acharam que por estar lá em cima tinham o direito de me cavalgar. Posso até ser cavalo, mas sou Spirit, o corcel indomável. Carrego no meu lombo quem eu quero. E se é errado ser do meu querer decidir quem eu vou carregar e como e quando e onde e por quanto tempo. Vou pagar como, onde e quando o Senhor de todas as coisas me apresentar a conta. Pago o preço de querer o mundo. Pago o preço de ser quem eu sou. Mas. Esse lugar continua sendo meu!
- Postado por: Menina Lua às 00h03 [ ] [ envie esta mensagem ] Zapear é a ação de ficar trocando de canais a todo o momento, quase compulsivamente. Procedimento normalmente executado quando se tem disponibilidade de uma vasta programação, muita sede informação (por mais inútil que possa parecer num primeiro momento) e pouquíssimo tempo para passar na frente da tv. Fonte: Heptaedro Estive zapeando pelos blogs. Essa pequena viagem me lembrou de um tempo em que eu costumava ler diariamente muitos blogs de muitas pessoas. Conheci um mundo de gente assim, alguns, amigos até hoje, como Digo, Edna, Sônia. Isso já se vão passados mais de 6 anos, contando os blogs antigos. A vida me levou por caminhos que esvaziaram um pouco o sentido de tudo isso. Mas hoje, lendo a vida de algumas pessoas, senti saudades do tempo em que eu podia. Podia muitas coisas. Mas não era feliz. Eu queria mais. Queria o mundo e fui atrás dele. Não me arrependo. Encontrei muitos sentidos em muitas coisas. Mas hoje descobri que preciso resgatar coisas que deixei pra trás. Eu tinha uma liberdade irreverente que hoje não tenho mais. Perdi a espontaneidade quando conheci de perto o ciúme, coisa que eu não conhecia até então. Quero de volta. Quero de volta aquela leveza de poder fazer as coisas. Menina Lua, desafiando o vento... Bons ares me levem!
- Postado por: Menina Lua às 13h48 [ ] [ envie esta mensagem ]
Eu deixei de fazer umas coisas por um tempo. Voltei a correr aos poucos. Mas devido à pouca grana, ainda usava o meu tênis velho. Quinta feira comprei um novo. Ainda não é o nike shox que eu mereço, mas um bom tênis. Ontem foi maravilhoso correr com ele. Estou com a sensação maravilhosa de poder ter de volta tudo o que é meu. Já fui ver até o meu carro novo... Minha vida está com um gosto maravilhoso. Muito bom esse momento. Assisti um filme que aconselho. A história de um jogador de futebol americano, Rudy. História de garra e superação. Realmente, muito bom... - Postado por: Menina Lua às 17h23 [ ] [ envie esta mensagem ]
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